Florianópolis (SC)
Santa Catarina criou a Média Saneada SC, metodologia desenvolvida pela Controladoria-Geral do Estado (CGE/SC) em parceria com a Secretaria de Estado da Administração (SEA) para definir preços em processos licitatórios com maior precisão e segurança técnica.
A proposta representa uma mudança na forma como o Estado estima valores em compras públicas: sair de estimativas vulneráveis a distorções e avançar para um modelo baseado em análise estatística, capaz de refletir com maior fidelidade os preços de mercado.
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No centro da metodologia está o uso do Coeficiente de Variação (CV), que permite identificar inconsistências nos valores coletados e eliminar preços fora da realidade — os chamados outliers. Com isso, o Estado reduz riscos como sobrepreço, ausência de fornecedores interessados ou propostas incompatíveis com o orçamento.
“Estamos dando um salto de qualidade na gestão pública catarinense. A Média Saneada SC traz mais precisão, transparência e segurança para os processos de compra, reduzindo distorções e assegurando que o dinheiro público seja utilizado de forma cada vez mais eficiente. Com a nova metodologia, Santa Catarina se posiciona entre os estados que utilizam ciência de dados aplicada à gestão pública, consolidando um modelo mais moderno e alinhado às demandas de uma administração orientada por resultados”, afirma o controlador-geral do Estado, Freibergue Rubem do Nascimento.
A metodologia foi estruturada com regras escalonadas: quando os preços apresentam baixa variação, a média tradicional é mantida; em cenários mais instáveis, os dados passam por um processo de depuração; e, nos casos em que a inconsistência persiste, a mediana é utilizada como alternativa, protegendo o processo contra distorções extremas.
A base conceitual reúne diretrizes da Controladoria-Geral da União (CGU), entendimentos do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC), dados do IBGE e padrões internacionais de análise estatística, como os adotados pelo NIST.
Os testes realizados já apontam resultados: redução de licitações fracassadas, maior competitividade entre fornecedores e processos mais ágeis. A metodologia foi oficializada pela Instrução Normativa SEA/CGE nº 03/2026. A CGE também atua na orientação técnica das equipes responsáveis pelo Banco de Preços, ferramenta que sustenta as decisões de compra em diversos órgãos públicos.
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